segunda-feira, 6 de setembro de 2010

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E se eu já menti a mim mesma, a pior mentira que me contei foi que eu te amava apenas por hoje, porque eu te amo pra sempre. Talvez devemos a nós mesmas a tal explicação de que ele não irá mas chegar, não irá mas vim, e que nós não devemos ser idiotas esperando-o naquela árvore. E que se um dia ele vier, não será mais a mesma coisa. Será como se você nem o conhecesse, mas talvez, fará algum esforço para se lembrar daquele cabelo escuro, e daqueles lindos olhos castanhos e daquela bela pele macia,e daquele perfume gostoso que ele usava no primeiro encontro, e daquela voz, daquelas canções, daquelas roupas e daquele dia, que você realmente estava revivendo, mas com um toque de realidade, e sem mudanças simultâneas, nas quais você mergulhava e esquecia do resto do mundo. E que talvez, o amor realmente estava renascendo entre esses dois apaixonados, o amor que nunca existiu e em que momento algum foi fruto de alguma espécie de carinho, nos quais vocês davam apenas por dar. E que talvez, daquele lindo e simples momento, no qual você sempre quis viver de forma intensa e comum, no qual você deveria achar que não iria mais acontecer, e que você deixaria a felicidade de lado por um tempo, até que ela fosse justa com você mais uma vez.

"O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa."  Tati Bernadi

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